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[Pronunciation] Fonologia

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[Pronunciation] Fonologia Empty [Pronunciation] Fonologia

Mensagem por Pedro em Qui 09 Out 2014, 9:55 pm

O que é a fonologia?
Cada língua faz um uso diferente do aparelho articulatório, e fonologia é o estudo das características fonéticas da língua, em especial de sua matriz de fonemas.

O que é um fonema?
Fonema é a menor unidade de som, que diferencia palavras umas das outras, em certa língua.

Exemplo 1:
/pIt/ pit e /bIt/ bit são palavras diferentes, com significados diferentes, cuja única diferença fica por conta da consoante. Então, /p/ e /b/ são fonemas diferentes em inglês.

Exemplo 2:
/biyt/ beet e /bIt/ bit são também palavras diferentes, com significados diferentes, cuja única diferença é a maneira de articular essas duas vogais altas-frontais. Portanto, /iy/ e /I/ são fonemas diferentes em inglês.

Diferentes línguas possuem fonemas diferentes, em qualidade e número. Em outras palavras, diferentes línguas fazem uso de matrizes fonológicas diferentes.

Sotaque

No início, o aprendiz vai perceber os sons da língua estrangeira como sendo semelhantes aos sons da língua materna. Sem a devida orientação, irá basear sua pronúncia num modelo acústico intermediário entre os sons das duas línguas, ao invés de baseá-la no modelo acústico específico da língua estrangeira, assim como ocorre no aprendizado da língua materna. Em outras palavras, o aprendiz criará e assimilará sua própria versão de matriz fonológica, caracterizando seu "sotaque".

VOGAIS

Vogais são sons da fala humana produzidos por um fluxo de ar contínuo, acompanhado de vibração das cordas vocais. O que diferencia uma vogal da outra, na maioria das línguas, não é a intensidade nem a freqüência, mas o timbre. Diferentes timbres são produzidos pelo posicionamento da língua na boca, que muda a forma da cavidade bucal. Sons vogais variam portanto de forma contínua, podendo ser produzidos por um número praticamente infinito de posições intermediárias da língua dentro da cavidade bucal.

Em línguas menos compactas, com menor ocorrência de palavras monossilábicas e com uma média superior de sílabas por palavra, o número de fonemas não precisa ser tão grande e a diferença entre cada vogal pode ser maior. Este é o caso do espanhol (5 fonemas vogais) e do português (7 fonemas vogais). O inglês, entretanto, é uma língua notadamente econômica no uso de sílabas, compacta, com um grande número de palavras monossilábicas. Isto naturalmente exige um número maior de fonemas vogais para atender a essa maior "demanda" de um sistema com um número reduzido de combinações possíveis.

Em sistemas fonológicos com um grande número de fonemas vogais, a diferença entre cada um tende a ser mínima, o que exige uma maior acuidade auditiva de parte dos falantes dessa língua tanto no reconhecimento quanto na produção oral. O problema é agravado pelo fato de que não existem delimitações claras e precisas entre vogais. No estudo da fonologia, a descrição e a classificação das consoantes é muito mais fácil. Um som pode ser uma oclusiva ou uma fricativa, mas dificilmente poderá ser classificado como algo intermediário. É perfeitamente possível, entretanto, produzir sons intermediários entre uma vogal alta e uma média. Portanto, este talvez seja o maior e mais persistente problema não apenas para estudantes de inglês como língua estrangeira que falam português ou espanhol como língua materna, mas para todos aqueles cujas línguas não possuem um número tão grande de vogais dentro do espectro vocálico quanto o inglês.

O número de vogais com relevância fonêmica em uma língua é portanto um fator determinante do grau de dificuldade em se obter proficiência oral e uma boa pronúncia. Embora neste trabalho tenhamos identificado apenas onze vogais para o inglês norte-americano, Mazurkiewicz (69) relacionou pelo menos quinze vogais, ao passo que D’Eugenio encontrou ainda mais:

“É notório o fato de que o inglês é rico no número de vogais, contendo nada menos do que vinte fonemas vocálicos (doze vogais puras e oito ditongos)” (54, minha tradução).

Considerando a anatomia do sistema articulatório humano que produz a fala, suas limitações, e considerando o fato óbvio de que não existem diferenças fisiológicas no aparelho articulatório entre pessoas de diferentes nacionalidades, podemos concluir que todos os sons vogais, de todos os idiomas possíveis, recairão sobre o mesmo espectro e que as diferenças entre um fonema e outro próximo poderão chegar ao limite da perceptibilidade da audição humana.

Portanto, quanto maior for o número de vogais de uma determinada língua, tanto menor e mais sutil será a diferença entre elas. Desta forma, torna-se muito difícil manter uma distinção clara entre vogais dentro de um inventário tão repleto de fonemas (como no inglês) e, ao mesmo tempo, produzido por um aparelho articulatório tão limitado. Em primeiro lugar, este é um problema que afeta a assimilação da língua materna, fazendo com que a criança leve mais tempo até conseguir distinguir todas as vogais. Em segundo lugar, e com maior insistência, o estudante de língua estrangeira será afetado, principalmente quando a língua materna tiver um número de vogais menor do que o número de vogais da língua estrangeira. Da mesma forma que falantes nativos de espanhol exibem uma notória dificuldade em distinguir as vogais do português nas palavras pê e pé, vô e vó, também nós que temos o português como língua materna, temos dificuldades evidentes em distinguir determinadas vogais do inglês, como será mostrado abaixo.

NASALIDADE

Uma questão a ser analisada no estudo da fonética, é a nasalidade. A nasalidade é produzida pelo rebaixamento parcial de uma membrana chamada palato mole ou véu palatino, de maneira que nas vogais, parte do fluxo de ar passa através da cavidade nasal, a qual funciona então também como câmara de ressonância. Isto altera o som apenas pelo fato de acrescentar uma característica nova, deixando as demais características da vogal inalteradas.

O português é notório pela forte nasalidade que o caracteriza. Em alguns dialetos, esta nasalidade pode adquirir relevância fonêmica (não apenas fonética) e uma análise fonológica minuciosa da língua vai identificar pelo menos 3 fonemas vogais nasais além dos relacionados neste estudo, como demonstram os seguintes pares mínimos:

lá - lã
pau - pão
pais - pães

O fato de o português (assim como também o francês e o polonês) fazer largo uso da nasalidade reforça o argumento aqui apresentado. Por um lado, a nasalidade do português representa uma dificuldade para aprendizes estrangeiros, se constituindo em mais um elemento causador de interferência e sotaque. Por outro lado, a nasalidade do português em nada ajuda seus falantes nativos em seu aprendizado de línguas estrangeiras. Pelo contrário, os aprendizes brasileiros de inglês, enfrentam uma dupla dificuldade: eliminar a nasalidade ao mesmo tempo em que enfrentam o desafio de assimilar um sistema com um número maior de vogais cuja única característica diferenciadora são as mínimas diferenças no posicionamento da língua.

TENSÃO

É outra característica diferenciadora na articulação de sons vogais que merece atenção. Produzida pela tensão dos músculos articuladores, é uma característica que pode ser observada em 4 das vogais do inglês, enquanto que inexistente em português. Representa portanto uma probabilidade adicional de sotaque estrangeiro, tanto para aprendizes brasileiros de inglês como para falantes nativos de inglês que aprendem português como língua estrangeira.

[Pronunciation] Fonologia Espectro

Legenda:

Inglês
/iy/ - beat /biyt/ *
/I/ - bit /bIt/
/êy/ - bait /bêyt/ *
/e/ - bet /bet/
/æ/ - bat /bæt/
/a/ - father /'faðer/
/ə/ - but /bət/
/o/ - bought /bot/
/ôw/ - boat /bôwt/ *
/U/ - book /bUk/
/uw/ - boot /buwt/ *

Português
/i/ - ali /ali/
/ê/ - ele /êli/
/é/ - pé /pé/
/a/ - lá /la/
/ó/ - pó /pó/
/ô/ - ovo /ôvu/
/u/ - uva /uva/

PROVÁVEIS ERROS COM VOGAIS

Estes são provavelmente os erros mais comuns com as vogais do inglês de estudantes cuja língua materna é português.
A) O primeiro problema, e talvez o mais evidente deles, ocorre na área das vogais anteriores altas. Os fonemas /iy/ e /I/ do inglês muito provavelmente serão percebidos e reproduzidos como /i/ do português, neutralizando portanto o único contraste entre palavras como:

beach /biytsh/ - bitch /bItsh/
bead /biyd/ - bid /bId/
beat /biyt/ - bit /bIt/
cheap /tshiyp/ - chip /tshIp/
eat /iyt/ - it /It/
feel /fiyl/ - fill /fIl/
feet /fiyt/ - fit /fIt/
green /griyn/ - grin /grIn/
heat /hiyt/ - hit /hIt/
heel /hiyl/ - hill /hIl/
lead /liyd/ - lid /lId/
leap /liyp/ - lip /lIp/
least /liyst/ - list /lIst/
leave /liyv/ - live /lIv/
meal /miyl/ - mill /mIl/
neat /niyt/ - knit /nIt/
peel /piyl/ - pill /pIl/
reach /riytsh/ - rich /rItsh/
scheme /skiym/ - skim /skIm/
seat /siyt/ - sit /sIt/
seek /siyk/ - sick /sIk/
sheep /shiyp/ - ship /shIp/
sheet /shiyt/ - shit /shIt/
sleep /sliyp/ - slip /slIp/
steal /stiyl/ - still /stIl/
wheel /wiyl/ - will /wIl/

Uma vez que os fonemas /iy/ e /I/ do inglês têm uma carga funcional muito ampla, isto é, ocorrem com muita freqüência como único elemento diferenciador, qualquer neutralização nesta área pode representar um sério problema.

B) Outro problema de provável ocorrência situa-se na área dos fonemas /æ/ e /e/ do inglês. Ambos serão percebidos como /é/ do português, cuja posição de articulação é intermediária, um pouco mais próxima de /e/ do que de /æ/. Este desvio neutraliza o contraste entre palavras como:

bed /bed/ - bad /bæd/
beg /beg/ - bag /bæg/
dead /ded/ - dad /dæd/
end /end/ - and /ænd/
flesh /flesh/ - flash /flæsh/
gem /dzhem/ - jam /dzhæm/
guess /ges/ - gas /gæs/
head /hed/ - had /hæd/
lend /lend/ - land /lænd/
men /men/ - man /mæn/
met /met/ - mat /mæt/
pen /pen/ - pan /pæn/
said /sed/ - sad /sæd/
send /send/ - sand /sænd/
shell /shel/ - shall /sæl/
then /ðen/ - than /ðæn/

C) A vogal média-central neutra /ə/ do inglês, especialmente quando tônica, não têm equivalente em português, o que significa possibilidade de erro fonológico em palavras como but /bət/ e rubber /'rəbər/.
Também a forma reduzida e atônica deste fonema, denominada "xevá" ou "xuá", (de alta ocorrência no inglês), representa uma notória dificuldade mesmo a longo prazo. Isto porque no português vogais atônicas não são reduzidas e neutralizadas como em inglês. É muito provável que o aluno brasileiro venha a ser influenciado pela ortografia neste caso. A palavra photographer, por exemplo, poderá vir a ser pronunciada /fô'tógrafêr/ em vez do correto /fə'tagrəfər/.

D) Brasileiros encontrarão dificuldade para distinguir entre os sons de /a/ e /o/ do inglês. Na maioria das vezes /a/ será percebido como /ó/ do português. Este problema é agravado pelo fato de que o fonema /a/ do inglês é muitas vezes representado na ortografia pela letra “o”, a qual freqüentemente corresponde, em português, a /ó/, como na palavra pó. Sendo /ó/ do português muito parecido com /o/ do inglês, como por exemplo na palavra law, haverá possibilidade de erro fonológico, como nos seguintes exemplos:


collar /'kalər/ - caller /'kolər/
cot /kat/ - caught /kot/
are /ar/ - or /or/

E) Outra área de notória dificuldade para brasileiros é a das vogais posteriores altas. O fonema /u/ do português tem uma posição de articulação intermediária e conseqüentemente um som exatamente intermediário entre /U/ e /uw/ do inglês. O resultado disto é que estes fonemas serão percebidos e reproduzidos como /u/, neutralizando portanto o único contraste entre palavras como:

full /fUl/ - fool /fuwl/
look /lUk/ - Luke /luwk/
pull /pUl/ - pool /puwl/
stood /stUd/ - stewed /stuwd/

FRASES-MODELO PARA PRONÚNCIA DE VOGAIS

Decorar com pronúncia correta um modelo contendo todas as vogais do inglês, pode ser de grande valia para o aluno de inglês. As frases abaixo constituem-se excelentes modelos de pronúncia de vogais.

Lee bit Ray's best hat. - O Lee mordeu o melhor chapéu do Ray.
/iy//I//êy/ /e//æ/

Stew pushed Joe off the cot. - O Stew empurrou o Joe para fora da cama de campanha.
/uw//U/ /ôw//o/ /ə//a/

She is acing ten classes using the books and notes always honestly.
/iy//I//êy/ /e/ /æ/ /uw/ /ə//U/ /ôw/ /o/ /a/
Ela está fazendo com perfeição dez matérias usando os livros e as anotações sempre honestamente.

Além de portarem o inventário completo de fonemas vogais do inglês, as frases acima os colocam em escalas variando da posição frontal-alta para frontal-baixa no primeiro exemplo, e de posterior-alta para média-baixa no segundo exemplo. A pessoa que tiver decorado totalmente as frases acima, com pronúncia exata, terá sempre à sua disposição a matriz completa das vogais do inglês.

Também úteis são frases curtas que contrastam sons vogais próximos e facilmente confundidos e neutralizados pelo aluno. Veja os seguintes exemplos:

Please, sit in this seat. - Por favor, sente-se neste assento.
/iy/ /I//I//I//iy/

The gem fell in the jam. - A pedra preciosa caiu na geléia.
/e/ /e/ /æ/

Pull me out of the pool. - Puxe-me para fora da piscina.
/U/ /uw/

BIBLIOGRAFIA

Schütz, Ricardo. "Os Fonemas Vogais do Inglês e do Português." English Made in Brazil . Online. 9 de outubro de 2014.
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[Pronunciation] Fonologia Empty Re: [Pronunciation] Fonologia

Mensagem por Pedro em Ter 28 Out 2014, 5:54 pm

É interessante saber que os dicionários medianos mostram os fonemas, orientando sobre como pronunciar.
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